segunda-feira, 22 de junho de 2015

5 regras de ouro para acelerar a tua Liderança





“A Liderança é muito mais uma arte, uma crença, uma condição do coração, do que um conjunto de coisas para fazer.” (Max De Pree)


Aqui ficam cinco dicas que podem acelerar as tuas competências de liderança, e inspirar-te a crescer. Estas assumem-se especialmente indispensáveis caso estejamos em transição de carreira ou à procura de emprego.

1. Ter como objetivo uma Performance de topo
Andy Robinson, coach de carreira e estratega, fala sobre os benefícios de se esforçar para desenvolver uma mentalidade de um performer de topo. Performers de topo têm segurança no emprego, porque são altamente valorizados, são um íman para as oportunidades, têm um potencial de salário mais elevado e geralmente adoram o que fazem. Ele fala sobre as três chaves para Empreendedores de topo: desejo, conhecimento e hábito. Eles têm um desejo profundo, conhecem a realidade e vivem a realidade!

 2. Liderar através da influência e exemplo
Apenas sendo um poder de exemplo e como se costuma dizer ‘Walking the walk’ é que conseguimos criar seguidores da melhor forma. Faz o que dizes que vais fazer, e sê aquilo que queres que os outros sejam. Um líder não pode pedir às pessoas que seja algo que ele próprio não é. Qualidades como integridade, transparência, ter e partilhar uma visão e honrar os sucessos dos outros, são fundamentais.

3. Desenvolver uma mente empreendedora
Não importa a sua área ou profissão, o desenvolvimento de uma mentalidade inovadora, criativa e visionária é um ativo indispensável. Assumir alguns riscos calculados e dar alguns saltos. É um ‘fazedor’? Move as pessoas? ‘Abana’ as pessoas à sua volta? É o tipo de pessoa que ‘faz acontecer’?
4. Conte a sua história
Sarah Owen, CEO da Non Profit, CCMI, Comunidade Cooperativa Ministérios Inc, apresentou uma ideia muito poderosa num evento de Liderança: “No coração de cada um de nós, há uma voz do saber – uma história que pode nos lembrar daquilo a que mais damos valor, aquilo que já sabemos desde que somos crianças.” (Jack Kornfield) A coisa poderosa sobre a “tua história” é que toda a gente tem uma história, com personagens, enredo, cenário e todos estamos conectados com as coisas comuns que fazem a nossa história de vida: as pessoas, o momento, o poder do momento e dirigir todas as personagens do momento! Assim, contando a tua história, ouvindo as histórias dos outros e olhando para as semelhanças que nos ligam, e não aquilo que nos separa, descobrimos as chaves para construir relacionamentos.

5. Ser um catalisador
“Liderança é mais tribal do que científica, mais uma trama de relacionamentos do que um acumular de informações.” (Max De Pree) Então, como é que vamos construir relações? Ao fazer ligações a outros, inspirando outros a tomar ações e obter resultados e procurando oportunidades de colaboração e parceria. Desenvolver a arte da sua liderança requer ter uma visão, e pintar essa visão no quadro da tua vida todos os dias, até que a imagem conte a sua própria história de liderança!

Tira a tela, pincéis e tintas e começa a pintar a tua liderança hoje!

terça-feira, 14 de abril de 2015

Entrevista: 5 hábitos que colocam o recrutador contra ti




Para agravar tudo isto, tens em mente que precisas de encontrar e recrutar uma pessoa que vá de encontro às características procuradas para determinada função ou posição. E sim, podes achar que é um pensamento idiota, mas para um recrutador, as pessoas ou os talentos, muitas vezes acabam por ser bens escassos, na medida em que na maior parte dessas vezes falhas o objetivo de encontrar e recrutar a pessoa certa à primeira.
Posto isto, o ritual da entrevista e a quantidade de tempo gasta em conhecer e avaliar pessoas na mesma, acaba por deixar claros, alguns comportamentos dos candidatos que no mínimo seriam evitáveis. Conforme dito acima, para quem passa um ou vários dias inteiros a entrevistar, estes comportamentos por parte dos candidatos (quando repetitivos) podem deixar um entrevistador na vertigem da loucura. Ora vê:

1- Começas logo com a postura ‘O que é que eu ganho com isso?’

A entrevista tem um propósito fundamental. Dar a conhecer as partes envolvidas. Tão simples quanto isso. Mas será natural pensar, que as primeiras coisas que o recrutador quererá saber é: ‘o que é que o candidato pode fazer por ele ou pela empresa?’. Ou seja, que mais valias traz o candidato à realidade da empresa, que processos poderá melhorar, etc.
Sabendo isto, se o candidato começa logo no início da entrevista a perguntar quanto vai ganhar, ou que benefícios terá a empresa para lhe oferecer, vai transmitir uma postura arrogante e não muito atraente para quem está a recrutar.
É claro que vais querer saber quais os benefícios que a empresa terá para te oferecer, mas essa conversa virá depois. Não caias na tentação de querer saber tudo na primeira entrevista, pois estas informações são debatidas mais à frente no processo de recrutamento. Se falas demasiado cedo nisto, é provável que não chegues sequer a essa fase.

2- Ensaiaste tanto o discurso que pareces um robô

Neste aspeto, estamos mais uma vez cientes de que é errado aparecer numa entrevista sem estar minimamente preparado. Saber informações sobre a posição, a realidade da empresa é sempre aconselhável, de forma a conseguir estabelecer uma ligação com o entrevistador.
Agora, quando aparecemos sobre-preparados, com a resposta às perguntas na ponta da língua, estaremos a transmitir a imagem algo robotizada e não-natural.
O entrevistador procurará sempre alguém com quem consiga manter uma conversa genuína e natural. O entrevistador procurará igualmente, conseguir perceber quais as reações normais e naturais que um candidato terá às diversas questões.

3- Chegar demasiado cedo à entrevista

Já aqui escrevemos, em outros artigos, que chegar tarde é uma atitude no mínimo irresponsável e desrespeitosa para com o tempo e o horário, já limitados, de quem está a entrevistar.
Mas chegar demasiadamente cedo, acaba por ser quase a mesma coisa! Se chegas mais do que 5 ou 10 minutos mais cedo que a hora marcada, estarás a colocar pressão para que a pessoa, deixe de fazer aquilo que está a fazer, só para não te deixar 20 ou mais minutos à seca na sala de espera.
Outra coisa que resulta daqui é que, quem chega demasiado cedo, está a transmitir a imagem de que não tem mais nada que fazer do que ocupar a sala de espera daquela empresa ou organização.
Assim sendo, se chegaste mais do que 5 ou 10 minutos antes da hora marcada, ou deixas-te ficar no carro mais um pouco, ou podes sempre tomar um café na esquina. Quando faltarem 10 minutos, isso sim, arranca!

4- Não agradeces ao entrevistador

Uma entrevista de trabalho é possivelmente das experiências mais stressantes que se pode ter na vida profissional, enquanto adulto. Não é fácil dispender horas a fio num processo de recrutamento que tenha várias fases e entrevistas, mas algo que o candidato nunca poderá deixar de fazer é agradecer.
Aqui, não estamos a falar apenas de uma nota de agradecimento que pode ser enviada ao recrutador mais tarde depois da entrevista, que também é importante. Falamos de, no final da entrevista, conseguir genuinamente dizer algo do género, quando se despede do entrevistador: ‘Agradeço-lhe imenso o tempo que me dispensou, foi um prazer conhecê-lo’.
Uma despedida genuína e sincera, pode acabar por te diferenciar daqueles que podem ter uma postura mais robotizada, fria e muitas vezes daqueles que julgam que são eles que estão a fazer um favor ao entrevistador.

5- Quando entras na fase da ‘informação a mais’

Os teus sapatos estão apertados? Quase que tiveste de passar dois sinais vermelhos no trânsito para chegar a horas à entrevista? A tua mulher ou marido está com gripe e tens muitos recados para fazer hoje?
Muitas vezes, os recrutadores querem dar a imagem que a empresa para qual trabalham tem um ambiente informal e esforçam-se por criar um ambiente amigável e livre de pressão na entrevista. Isto não quer dizer que o candidato deva começar a debitar informação pessoal desnecessária, e que muito provavelmente irá deixar o entrevistador constrangido.
Aposto que muitas vezes sentes isso em situações com outras pessoas e pensas, ‘bem, isto já é informação a mais para o meu gosto’. Lembra-te disto quando estiveres numa entrevista.